O tratamento do tabagismo ganhou uma alternativa de acompanhamento por telemedicina no Instituto do Coração (Incor), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. A modalidade amplia o acesso de pacientes encaminhados ao serviço e permite que parte do cuidado seja realizada on-line, com apoio profissional e encontros estruturados.
A iniciativa foi destacada pelo Governo de São Paulo neste sábado, 25 de julho. Para moradores de Avaré e de outras cidades paulistas, a informação mais importante é que o primeiro passo continua sendo procurar uma unidade de saúde. A equipe local pode avaliar a dependência de nicotina, explicar o fluxo do SUS e verificar se há indicação de acompanhamento no próprio município ou de encaminhamento a um serviço especializado.
Como funciona o tratamento do tabagismo por telemedicina

No Incor, o atendimento começa com uma triagem. Essa etapa identifica hábitos relacionados ao consumo de cigarro ou de outros produtos com nicotina, o nível de dependência e situações que costumam despertar a vontade de fumar. A partir dessa avaliação, a equipe define a estratégia terapêutica mais adequada para cada paciente.
Segundo a divulgação oficial, o acompanhamento remoto utiliza terapia cognitivo-comportamental em grupo. Uma nova turma começa na primeira quarta-feira de cada mês e realiza quatro sessões, sempre às quartas-feiras. Os grupos reúnem, em média, de 10 a 15 participantes.
Depois da avaliação inicial, o paciente acompanhado pelo instituto pode seguir presencialmente nos ambulatórios ou participar da modalidade on-line. A equipe também oferece suporte para o uso das ferramentas digitais quando necessário. A telemedicina, portanto, não é uma conversa isolada nem substitui a avaliação clínica: ela integra um plano de cuidado organizado.
Quem pode participar do serviço do Incor
O programa do Incor é destinado a pacientes encaminhados ao serviço. A reportagem oficial não informa inscrição direta aberta a qualquer interessado nem garante encaminhamento automático. Por isso, quem mora em Avaré deve evitar deslocamentos sem orientação ou tentativas de contato baseadas apenas em mensagens de redes sociais.
O caminho seguro é procurar uma Unidade Básica de Saúde e informar que deseja parar de fumar. A equipe poderá orientar sobre o tratamento disponível na rede municipal, solicitar avaliação e, quando houver indicação, explicar as possibilidades de referência para serviços especializados.
Essa distinção é importante: o tratamento gratuito do tabagismo existe no SUS em diferentes níveis de atenção, enquanto a telemedicina do Incor segue critérios próprios de entrada. Nem toda pessoa precisará de atendimento hospitalar especializado, e muitas podem receber apoio efetivo mais perto de casa.
O que o SUS oferece para quem quer parar de fumar
O Instituto Nacional de Câncer, responsável pela articulação do Programa Nacional de Controle do Tabagismo, informa que o cuidado no SUS pode incluir avaliação clínica, abordagem individual ou em grupo e acompanhamento intensivo. Quando há indicação profissional, o plano também pode incorporar medicamentos disponibilizados pela rede.
O tratamento considera que a dependência de nicotina envolve fatores físicos, emocionais e comportamentais. Situações de estresse, rotinas associadas ao cigarro e sintomas de abstinência podem dificultar o processo. Por isso, apoio profissional e planejamento tendem a ser mais seguros do que soluções improvisadas ou o uso de medicamentos por conta própria.
A pessoa também deve informar se utiliza cigarro eletrônico, narguilé ou outros produtos com nicotina. Trocar um produto por outro sem avaliação não elimina a dependência e pode manter a exposição a substâncias prejudiciais.
Resultados do acompanhamento remoto
A experiência do Incor inclui acompanhamento por telemedicina desde 2021. Um estudo descritivo avaliou 154 participantes entre 2021 e 2023, observando presença nas sessões, redução do número de cigarros e interrupção do consumo. A divulgação aponta reduções ao longo das quatro sessões semanais.
Esses dados ajudam a mostrar que o formato remoto pode apoiar o cuidado, mas não significam sucesso garantido para todos. Parar de fumar pode exigir mais de uma tentativa, ajustes no plano e continuidade do acompanhamento. Recaída não deve ser tratada como fracasso moral; é um sinal para conversar novamente com a equipe e revisar os gatilhos.
Como buscar ajuda em Avaré e região
Quem deseja iniciar o tratamento pode procurar a unidade de saúde de referência e pedir orientação sobre o Programa de Controle do Tabagismo. É útil levar um documento de identificação, o Cartão SUS, quando disponível, e uma lista dos medicamentos já utilizados.
Antes da conversa, vale anotar quantos cigarros ou dispositivos usa por dia, há quanto tempo fuma, em quais horários sente mais vontade e quais tentativas anteriores realizou. Também é importante relatar doenças, gestação, uso de outros medicamentos e sintomas de ansiedade ou depressão, pois essas informações ajudam a equipe a planejar um cuidado individualizado.
Se houver indicação de teleatendimento, o paciente deve confirmar o canal oficial, os horários e os requisitos técnicos diretamente com o serviço responsável. Links recebidos por mensagens desconhecidas, cobranças ou pedidos de dados bancários não fazem parte do fluxo regular de atendimento gratuito do SUS.
Perguntas frequentes
A telemedicina do Incor está aberta para inscrição direta?
A informação oficial descreve atendimento a pacientes encaminhados. O interessado deve procurar primeiro uma unidade do SUS para avaliação e orientação sobre o fluxo adequado.
O tratamento é apenas on-line?
Não. Depois da avaliação, pacientes do Incor podem seguir em acompanhamento presencial ou remoto. Na rede do SUS, o formato depende da organização e da indicação de cada serviço.
Medicamentos são obrigatórios?
Não. Eles podem ser utilizados quando há indicação clínica e sempre associados ao acompanhamento adequado. Não é seguro iniciar reposição de nicotina ou outros remédios sem avaliação profissional.





