O Governo de Sao Paulo informou nesta quarta-feira, 24 de junho, que a Mata Atlantica paulista registrou numeros recordes de monitoramento de fauna em areas protegidas. Segundo a Agencia SP, a plataforma Monitora Bio SP, da Fundacao Florestal, ja reune mais de 123 mil registros independentes de fauna silvestre e cerca de 116 mil registros de individuos em Unidades de Conservacao administradas pelo orgao.
A pauta entra em Animais porque trata diretamente da presenca, acompanhamento e conservacao de especies silvestres no estado. Para leitores de Avare e do interior paulista, o tema importa por mostrar como a protecao de corredores ecologicos, unidades de conservacao e remanescentes florestais influencia a permanencia de animais ameacados e a qualidade ambiental de diferentes regioes de Sao Paulo.
Fauna na Mata Atlantica teve mais registros

No recorte da Mata Atlantica paulista, o programa contabilizou mais de 43 mil registros independentes de mamiferos silvestres e mais de 74 mil registros individuais de animais. A publicacao oficial destaca que esses dados reforcam a presenca continua de fauna em paisagens conectadas por corredores ecologicos, um fator considerado essencial para especies que dependem de areas preservadas para circulacao, alimentacao e reproducao.
Entre os animais citados estao onca-pintada, anta, muriqui-do-sul, bugios e queixadas. A permanencia simultanea dessas especies em uma mesma paisagem e tratada como um indicador relevante de integridade ecologica, especialmente em um bioma historicamente pressionado pela fragmentacao da vegetacao nativa.
Monitoramento cresceu em unidades de conservacao
De acordo com a Agencia SP, o Monitora Bio SP ampliou sua cobertura de 38 para 48 Unidades de Conservacao entre 2023 e 2026. O sistema reune informacoes sobre especies da Mata Atlantica e do Cerrado paulista, ajudando tecnicos e gestores publicos a analisar distribuicao, persistencia populacional e status de conservacao da fauna.
Esse tipo de base de dados nao serve apenas para registrar avistamentos. Ele tambem orienta decisoes sobre protecao territorial, prioridades de manejo, atualizacao de listas de especies ameacadas e planos de acao. Em outras palavras, cada registro ajuda a transformar observacao de campo em politica publica ambiental.
Especies ameacadas aparecem nos dados
Os resultados recentes citados pelo governo incluem 253 avistamentos de muriqui-do-sul e 1.340 individuos monitorados entre 2023 e 2026, com evidencias de ocupacao continua no Vale do Ribeira e na Serra do Mar. O muriqui-do-sul e o maior primata das Americas e esta entre os animais mais ameacados da Mata Atlantica.
Outras especies tambem tiveram numeros expressivos. As queixadas passaram de 4,4 mil registros em 2023 para mais de 16 mil em 2025, enquanto as antas ultrapassaram 14 mil registros no mesmo periodo. A onca-pintada, especie que depende de grandes areas continuas de floresta, alcancou mais de 700 registros individuais nas areas monitoradas.
Protecao ambiental depende de conectividade
A Fundacao Florestal administra 157 Unidades de Conservacao, que juntas correspondem a cerca de 20% do territorio paulista e somam quase 5 milhoes de hectares de areas protegidas. Segundo a publicacao, esses espacos concentram grande parte dos remanescentes de Mata Atlantica existentes em Sao Paulo.
O ponto central para o leitor e a conectividade. Animais silvestres precisam de rotas seguras entre fragmentos de vegetacao para buscar alimento, encontrar parceiros reprodutivos e manter populacoes viaveis. Quando areas protegidas funcionam como corredores ecologicos, elas reduzem o isolamento das especies e ampliam as chances de sobrevivencia no longo prazo.
O que acompanhar nos proximos anos
A noticia indica que Sao Paulo reduziu em 29% o desmatamento da Mata Atlantica entre 2024 e 2025, segundo dados do Atlas da Mata Atlantica, produzido pela Fundacao SOS Mata Atlantica em parceria com o INPE. Ainda assim, o acompanhamento publico deve observar se a reducao se mantem, se o monitoramento avanca e se os dados resultam em medidas concretas de conservacao.
Para a regiao de Avare, a pauta reforca uma agenda mais ampla: protecao de areas naturais, combate ao desmatamento, respeito a fauna silvestre e valorizacao de informacoes oficiais antes de qualquer intervencao ambiental. Encontrar mais animais nos registros nao significa ausencia de risco, mas mostra que a ciencia e a gestao publica conseguem medir melhor onde a vida silvestre resiste e onde precisa de mais protecao.





