As obras contra enchentes no centro de Avaré avançaram para uma nova fase, segundo atualização publicada pela Prefeitura nesta sexta-feira, 26 de junho. A administração municipal informou que 17 aduelas já foram implantadas na Rua Santa Catarina, ao lado do Mercado Municipal, no primeiro trecho da intervenção.
A notícia é local e, por isso, entra em Notícias e Avaré. O tema interessa diretamente a moradores, comerciantes, motoristas e pedestres que circulam pela região central, porque a obra busca reduzir alagamentos recorrentes e também exige bloqueios temporários enquanto as equipes trabalham nas vias.
Obras contra enchentes ganham avanço físico

De acordo com a Prefeitura, as aduelas instaladas têm 1,80 metro por 2,60 metros e fazem parte da nova galeria pluvial. Esse tipo de estrutura é usado para ampliar a capacidade de escoamento da água da chuva, especialmente em pontos urbanos onde o volume acumulado costuma causar transtornos.
A primeira fase contempla trechos das ruas Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Alagoas e Mato Grosso. São áreas que aparecem com frequência nas comunicações oficiais sobre alagamentos no centro e que concentram comércio, serviços, circulação de ônibus, veículos de entrega e deslocamento diário de moradores.
Próxima etapa será na Rio Grande do Sul
Após a implantação das primeiras estruturas na Rua Santa Catarina, a próxima etapa prevista é a instalação de aduelas na Rua Rio Grande do Sul. A Prefeitura informou que o trecho da Rio Grande do Sul entre as ruas Alagoas e Santa Catarina permanece interditado, sem previsão de abertura, assim como a travessa lateral do Mercado Municipal.
A Rua Santa Catarina, a partir do cruzamento com a Rua Rio de Janeiro, também segue interditada para permitir o andamento dos trabalhos. Outras vias próximas podem ser fechadas temporariamente conforme a necessidade da obra. A orientação é que motoristas observem a sinalização e considerem rotas alternativas antes de entrar na área central.
Por que a obra exige bloqueios no centro
Intervenções de drenagem em vias já ocupadas pela rotina urbana costumam exigir etapas sucessivas. As equipes precisam abrir espaço para máquinas, materiais, estruturas de concreto, recomposição de pavimento e proteção das áreas de trabalho. Mesmo quando o serviço ocorre em um ponto específico, o reflexo pode aparecer em quarteirões vizinhos.
Por isso, a Prefeitura afirma que as mudanças no trânsito são necessárias para o bom andamento da obra e para a segurança da população. Para pedestres, a recomendação prática é evitar atravessar áreas isoladas por cones, tapumes ou barreiras. Para comerciantes e prestadores de serviço, vale avisar clientes, fornecedores e equipes de entrega sobre possíveis desvios.
Investimento passa de R$ 12 milhões
A melhoria foi orçada em mais de R$ 12 milhões e é resultado de convênio entre a Prefeitura de Avaré e o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Governo e Relações Institucionais. A execução está a cargo da empresa Nova Dimensão Engenharia Ltda, vencedora da Concorrência Eletrônica nº 002/2026.
Os trabalhos começaram em maio e são acompanhados pela Secretaria Municipal de Planejamento e Obras. O prazo informado para conclusão é de 12 meses. Como cada etapa depende do avanço em campo, a Prefeitura afirma que novas informações serão comunicadas à população e à imprensa pelos canais oficiais.
Impacto esperado para a população
O objetivo da obra é amenizar um dos problemas urbanos mais antigos de Avaré: as enchentes que atingem pontos do centro em períodos de chuva forte. Quando a drenagem não dá conta do volume de água, os prejuízos aparecem no comércio, na mobilidade, no acesso a serviços e na segurança de quem precisa passar pela região.
A obra não elimina a necessidade de atenção durante temporais, mas pode melhorar a resposta da infraestrutura urbana em uma área sensível da cidade. Até a conclusão, a população deve acompanhar os avisos oficiais, respeitar os bloqueios e se programar para deslocamentos com mais tempo quando precisar circular pelo centro.





