Os cuidados com pets no frio precisam considerar idade, tipo de pelagem, condição de saúde e o local onde cada animal vive. Uma orientação publicada nesta terça-feira, 21 de julho de 2026, pela Agência SP reforça que cães e gatos também sentem os efeitos das baixas temperaturas, sobretudo filhotes, idosos, animais de pelo curto e aqueles que convivem com doenças crônicas.
As medidas principais são simples: evitar vento, chuva, umidade e contato prolongado com o piso frio; manter camas e cobertores secos; ajustar horários de passeio; secar completamente a pelagem após o banho; e observar mudanças de comportamento ou sinais respiratórios. O conteúdo estadual se baseia em recomendações do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo, o CRMV-SP.
Cuidados com pets no frio começam pelo abrigo

O primeiro passo é garantir um espaço protegido de correntes de ar e da umidade. Animais que permanecem em áreas externas precisam de casinhas abrigadas da chuva e elevadas do solo. Estrados, camas ou suportes ajudam a diminuir o contato direto com superfícies frias, desde que a estrutura seja firme e segura.
Mantas e cobertores devem estar limpos e secos. Um tecido úmido pode piorar a sensação térmica e favorecer problemas de pele. Dentro de casa, a cama também deve ficar longe de portas, janelas abertas e pontos com vento constante.
Nem todo animal precisa da mesma proteção. Um cão idoso, um filhote, um pet com pouca pelagem ou um animal em tratamento pode sentir mais frio do que outro saudável e adaptado à estação. Por isso, a resposta deve ser individual, sem presumir que o pelo sempre é suficiente.
Roupinhas ajudam apenas quando são confortáveis
Roupas podem ser úteis para animais pequenos, idosos, filhotes, doentes ou com pelagem curta, mas não são obrigatórias para todos. A peça não deve limitar movimentos, apertar o pescoço, prender as patas nem permanecer molhada. Se o pet tentar retirar a roupa, ficar imóvel, demonstrar irritação ou apresentar lesões, o acessório deve ser removido.
Cães com pelagem longa ou subpelo frequentemente já possuem proteção natural suficiente. O uso prolongado de roupas também exige atenção a nós e alterações na pele. A prioridade é o conforto do animal, não a aparência.
Passeios, banhos e tosas pedem adaptação
Nos dias mais frios, os passeios podem ser transferidos para o fim da manhã ou o início da tarde, quando a temperatura costuma estar mais amena. Atividades ao ar livre não precisam ser suspensas automaticamente, mas a exposição prolongada ao vento e ao sereno deve ser evitada.
Banhos podem ser menos frequentes no inverno. Quando forem necessários, a água deve estar morna e a secagem precisa ser completa antes de o animal sair ou ficar em ambiente frio. Tosas muito curtas também merecem cautela, porque a pelagem participa da regulação da temperatura corporal.
Se o passeio não for adequado naquele dia, brincadeiras e atividades de enriquecimento dentro de casa ajudam a manter o animal ativo. A rotina deve respeitar idade, mobilidade e orientação do médico-veterinário.
Água, alimentação e vacinação continuam importantes
Cães e gatos podem beber menos água durante o inverno, mas a hidratação continua necessária. O recipiente deve permanecer limpo, com água fresca disponível ao longo do dia. Mudanças na quantidade ou no tipo de alimento não devem ser feitas de forma automática: animais com obesidade, doenças renais, diabetes ou outras condições precisam de avaliação individual.
A vacinação em dia ajuda a reduzir riscos de doenças infecciosas, especialmente quando o pet frequenta creches, hotéis, parques ou locais com circulação de outros animais. O calendário e a necessidade de vacinas específicas devem ser definidos por profissional habilitado.
Sinais indicam quando procurar avaliação veterinária
Tremores que não passam, falta de apetite, tosse, espirros, secreção nasal, apatia, dificuldade para caminhar e alterações urinárias estão entre os sinais destacados nas orientações. Eles não devem ser atribuídos ao frio sem avaliação, pois podem indicar doença respiratória, dor ou outro problema de saúde.
Animais idosos e aqueles com problemas articulares podem demonstrar mais rigidez e desconforto em dias frios. O responsável não deve oferecer anti-inflamatório, analgésico ou remédio humano por conta própria. A automedicação pode intoxicar cães e gatos e dificultar o diagnóstico.
Ao perceber mudança persistente, dificuldade para respirar, fraqueza intensa ou piora rápida, a recomendação é procurar atendimento veterinário. A avaliação permite diferenciar desconforto térmico de uma condição que exige tratamento.
Como aplicar as orientações em Avaré e região
As recomendações são estaduais e servem para moradores de Avaré e do interior paulista, onde manhãs e noites de inverno podem ser frias mesmo quando a tarde apresenta temperatura mais alta. A adaptação da rotina deve considerar o ambiente real do animal, e não apenas a previsão geral do dia.
- Verifique se cama, casinha e cobertores estão secos;
- Afaste o local de descanso de vento e umidade;
- Prefira horários mais amenos para passear;
- Se houver banho, use água morna e seque toda a pelagem;
- Mantenha água disponível e vacinação acompanhada;
- Procure um médico-veterinário diante de sinais persistentes.
A notícia não substitui consulta. Idade, raça, peso, pelagem e histórico clínico mudam a necessidade de proteção, roupa, exercício e alimentação. A orientação profissional é especialmente importante para filhotes, idosos e animais com doença crônica.
Perguntas frequentes
Todo cão precisa usar roupa no frio?
Não. Roupas podem ajudar alguns filhotes, idosos, animais pequenos, doentes ou com pouco pelo, desde que sejam confortáveis e não limitem os movimentos.
O pet pode tomar banho no inverno?
Pode, mas os banhos podem ser espaçados. Quando necessário, use água morna e seque completamente a pelagem antes de expor o animal ao frio.
Quais sinais exigem atenção?
Tremores persistentes, tosse, espirros, secreção nasal, falta de apetite, apatia e dificuldade para caminhar justificam avaliação veterinária.
É preciso aumentar a comida?
Não automaticamente. Qualquer ajuste deve considerar porte, atividade, peso e condição de saúde, preferencialmente com orientação veterinária.





