O Governo de São Paulo abriu a adesão de empresas no BEEM, programa que aproxima estudantes do Ensino Médio Técnico da rede estadual de oportunidades de estágio. A nova chamada, divulgada em 26 de agosto de 2026, permite que empresas e instituições com unidade no estado se cadastrem para receber alunos em formação profissional.
Durante os primeiros seis meses, a Secretaria da Educação custeia diretamente a bolsa do estudante e o seguro contra acidentes pessoais. A empresa parceira oferece a experiência prática, indica um supervisor e assume o auxílio-transporte quando ele for necessário. A abertura é diferente da etapa já divulgada para os estudantes: agora, o foco está na entrada de novos locais de estágio.
O cadastro vale para empresas de todo o estado. Negócios de Avaré e da região podem participar desde que atendam aos critérios do programa e tenham uma atividade compatível com algum dos cursos técnicos disponíveis. A aprovação da empresa não garante preenchimento imediato, pois a contratação também depende da existência de estudantes com formação, localização e horário adequados à vaga.
Como funciona a participação das empresas no BEEM

O estágio tem duração inicial de seis meses e jornada de 12 ou 20 horas semanais, organizada em aproximadamente quatro horas por dia para permitir a conciliação com as aulas. Os valores mensais informados pelo Estado variam de R$ 437,99 a R$ 883,66, conforme o curso e a carga horária.
Ao término do período custeado pelo programa, a empresa pode encerrar o estágio, renovar o vínculo por até 18 meses adicionais com recursos próprios ou contratar o jovem por outro formato permitido. A continuidade não é automática e deve respeitar a legislação aplicável e o desenvolvimento do estudante.
O BEEM reúne formações em áreas como administração, agronegócio, logística, desenvolvimento de sistemas, enfermagem, eletrônica, meio ambiente, vendas e manutenção automotiva. A compatibilidade entre o curso e as atividades propostas é um requisito central: a vaga precisa oferecer aprendizagem relacionada à formação técnica do aluno.
Critérios para a empresa participar
Entre os requisitos divulgados estão CNPJ ativo há pelo menos seis meses, unidade no Estado de São Paulo, regularidade perante a Seguridade Social, o FGTS e a Justiça do Trabalho, além de instalações seguras para a atividade. Quando houver risco ocupacional previsto, a empresa deve fornecer os equipamentos de proteção necessários.
A organização também precisa indicar um profissional do próprio quadro com formação ou experiência na área do curso. Esse supervisor acompanhará as tarefas, a frequência e o desenvolvimento do estagiário. Menores de 18 anos não podem ser colocados em atividades insalubres ou perigosas.
Há uma divergência entre os canais oficiais sobre o número mínimo de empregados: a notícia estadual mais recente informa quatro, enquanto a página operacional do programa ainda apresenta seis. Por isso, antes de enviar documentos, a empresa deve conferir o edital vigente ou pedir confirmação ao atendimento do CIEE. Essa cautela evita que uma informação em atualização seja tratada como regra definitiva.
Cadastro, documentos e seleção
O primeiro passo é cadastrar a empresa na plataforma do BEEM administrada pelo CIEE. O processo solicita dados do CNPJ, endereço, contatos e documentos de regularidade. Após a análise e a homologação, a organização pode definir o perfil da vaga, as atividades, a área técnica e a modalidade presencial, híbrida ou remota.
A seleção pode ocorrer por entrevistas organizadas pelo CIEE, indicação de candidatos, ações na escola ou consulta ao banco de talentos. Depois da escolha, empresa, estudante, escola e agente de integração assinam o Termo de Compromisso de Estágio e o plano de atividades.
Durante o vínculo, a empresa registra a frequência, respeita a jornada reduzida em períodos de avaliação escolar e mantém a supervisão. Cada supervisor pode acompanhar até dez estagiários simultaneamente, desde que tenha condições reais de orientar as atividades.
O que empresas de Avaré e região devem avaliar
Antes de aderir, o negócio deve mapear tarefas que realmente contribuam para a formação do jovem. Uma vaga não deve servir apenas para cobrir uma necessidade operacional. É preciso definir objetivos de aprendizagem, rotina de acompanhamento, responsável técnico e ambiente seguro.
Também vale calcular o deslocamento do estudante e o auxílio-transporte necessário. Para cidades do interior, a proximidade entre escola, residência e empresa pode ser decisiva para manter a frequência escolar e tornar a experiência sustentável ao longo dos seis meses.
A empresa pode consultar a relação de escolas e cursos por município na área oficial do programa. Se não houver estudante compatível naquele momento, o cadastro pode continuar útil para futuras seleções, mas não deve ser interpretado como promessa de contratação imediata.
Perguntas frequentes
Quem paga a bolsa do estudante?
Nos primeiros seis meses, o Governo de São Paulo paga a bolsa e o seguro contra acidentes pessoais. A empresa assume o auxílio-transporte quando necessário e outros benefícios são opcionais.
A empresa precisa contratar o jovem depois?
Não. Ao fim do período inicial, ela pode encerrar, renovar com custos próprios ou contratar o estudante, conforme a avaliação e as regras legais.
O cadastro garante um estagiário?
Não. A empresa precisa ser aprovada e a vaga depende da disponibilidade de estudantes compatíveis com o curso, a localização, o horário e o perfil solicitado.





