Laser na amamentação aparece como uma alternativa promissora para aliviar dor e acelerar a cicatrização de fissuras mamilares, segundo estudo conduzido por pesquisadores da USP e da Texas A&M University, nos Estados Unidos. A divulgação foi feita pela Agência SP neste domingo, 28 de junho, e trata de uma pesquisa com mulheres no período pós-parto atendidas em São Carlos.
A pauta entra em Vida porque envolve saúde materna, apoio ao aleitamento e prevenção do desmame precoce. Para famílias de Avaré, da região e do estado de São Paulo, o ponto central é entender que tecnologia isolada não substitui orientação profissional, mas pode fortalecer o cuidado quando usada com indicação adequada, acompanhamento e informação segura.
Laser na amamentação foi associado à orientação

De acordo com a Agência SP, a pesquisa avaliou a aplicação de laser de baixa intensidade associada à orientação sobre técnicas de amamentação. O estudo foi realizado entre setembro de 2023 e fevereiro de 2024 na maternidade Dona Francisca Cintra Silva, da Santa Casa de São Carlos. Ao todo, participaram 16 mulheres em período pós-parto, todas com lesões mamilares e dores ligadas à amamentação.
As voluntárias foram divididas em dois grupos. Um recebeu orientação sobre cuidados e técnicas corretas de amamentação. O outro recebeu a mesma orientação, mas também passou pela terapia com laser de baixa intensidade. Essa comparação é importante porque mostra que a pesquisa não tratou a tecnologia como solução isolada: o acompanhamento profissional continuou sendo parte central do cuidado.
Resultados indicaram menos dor e cicatrização mais rápida
Segundo os dados divulgados, os dois grupos tiveram melhora, mas a recuperação foi mais rápida entre as mulheres que receberam o laser. A área das lesões diminuiu cerca de 45,6% no grupo tratado com laser, enquanto a redução foi de 25,8% entre as participantes que receberam apenas orientações tradicionais. A intensidade da dor também caiu de forma mais expressiva no grupo que passou pela terapia luminosa.
As participantes relataram alívio quase imediato da dor após as aplicações, menor desconforto durante as mamadas, redução do medo de amamentar e mais tranquilidade emocional no pós-parto. Para quem está nos primeiros dias de cuidado com um bebê, esses pontos podem fazer diferença, porque a dor persistente e as fissuras estão entre os fatores que dificultam a continuidade do aleitamento.
Tecnologia exige cuidado e equipe capacitada
A técnica citada no estudo é chamada de fotobiomodulação. Ela usa luz em baixa intensidade para estimular processos celulares ligados à cicatrização, à redução de inflamação e ao alívio da dor. A Agência SP informou que o equipamento usado pelos pesquisadores tinha um adaptador desenvolvido no Instituto de Física de São Carlos, capaz de ampliar a área de irradiação e distribuir o feixe de luz sobre mamilo e aréola.
Esse detalhe técnico reforça a necessidade de orientação qualificada. A pesquisa aponta potencial, mas o uso seguro depende de avaliação, equipamento apropriado, protocolo e profissionais preparados. A recomendação prática para mães e familiares é evitar improvisos, promessas rápidas ou tratamentos sem acompanhamento. Dor intensa, fissuras, sangramento, febre ou dificuldade persistente para amamentar devem ser avaliados por equipe de saúde.
Apoio à mãe ajuda a proteger o aleitamento
Lesões nos mamilos podem surgir por pega incorreta do bebê, posicionamento inadequado, falta de orientação preventiva ou dificuldade de acesso a apoio especializado. Quando a dor cresce, muitas mulheres passam a associar a amamentação a sofrimento, medo e culpa. Por isso, uma resposta responsável precisa combinar acolhimento, técnica, escuta e encaminhamento quando necessário.
Para os serviços públicos e privados, a notícia reforça a importância de equipes capacitadas no pós-parto. Orientação sobre pega, posição, ordenha, sinais de alerta e retorno para reavaliação pode evitar agravamento de lesões e reduzir a chance de desmame precoce. Quando uma tecnologia como o laser entra nesse contexto com evidência e protocolo, ela pode ampliar o repertório de cuidado, não substituir o contato humano.
O que acompanhar daqui para frente
O estudo divulgado é pequeno, com 16 participantes, e por isso deve ser lido como sinal científico inicial, não como regra universal. O próximo passo para a área é acompanhar novas pesquisas, avaliar protocolos em grupos maiores e verificar como a técnica pode ser incorporada em maternidades, bancos de leite, ambulatórios e serviços de apoio à amamentação.
Para famílias de Avaré e do interior paulista, a orientação é buscar sempre fontes oficiais e profissionais de saúde antes de decidir por qualquer intervenção. A notícia é positiva porque mostra pesquisa aplicada a um problema comum do pós-parto, mas o cuidado mais seguro continua sendo aquele que une informação confiável, apoio à mãe, proteção ao bebê e acompanhamento da rede de saúde.





