A vacinação contra brucelose referente ao primeiro semestre termina nesta terça-feira, 30 de junho, no Estado de São Paulo. O alerta foi publicado pela Agência SP nesta segunda-feira, 29 de junho, com base em orientação da Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. A regra interessa diretamente a produtores rurais, médicos-veterinários cadastrados e propriedades com bezerras bovinas e bubalinas em idade de imunização.
A notícia entra em Animais porque trata de sanidade animal, manejo preventivo e obrigação sanitária em rebanhos. Para Avaré, região de Avaré e interior paulista, o tema tem impacto prático: a pecuária depende de controle documental, acompanhamento técnico e cumprimento de prazos para reduzir riscos sanitários e manter os animais regularizados no sistema oficial.
Vacinação contra brucelose tem prazo até 30 de junho

Segundo a Agência SP, a etapa do primeiro semestre se encerra no dia 30 de junho. Já a campanha seguinte começa na quarta-feira, 1º de julho, e segue até 31 de dezembro para imunização de bezerras bovinas e bubalinas de três a oito meses de idade. Esse calendário semestral ajuda a organizar o controle sanitário e evita que propriedades deixem a regularização para depois do período correto.
A brucelose é uma doença de importância sanitária e econômica. O controle exige vacinação, registro e acompanhamento por profissional habilitado. Por isso, o prazo não deve ser tratado apenas como aviso burocrático: ele organiza uma cadeia de ações que envolve produtor, veterinário, identificação do animal e validação no sistema oficial.
Aplicação deve ser feita por veterinário cadastrado
A Defesa Agropecuária informa que a vacina contra brucelose é uma vacina viva e pode representar risco para quem a manipula sem preparo adequado. Por esse motivo, a aplicação deve ser feita por médico-veterinário cadastrado. Esse profissional é responsável por aplicar corretamente o imunizante e fornecer o atestado ao produtor.
A relação de veterinários cadastrados para realizar a vacinação nos municípios paulistas está disponível no sistema da Defesa Agropecuária. Para produtores da região, a recomendação prática é procurar um profissional regularizado, confirmar a disponibilidade dentro do prazo e guardar as informações do atendimento para evitar pendências futuras.
Registro no Gedave valida a imunização
Além de vacinar o animal, é necessário registrar a imunização. De acordo com a notícia oficial, a declaração deve ser feita pelo veterinário responsável no Gedave, sistema informatizado de gestão de defesa animal e vegetal. O prazo informado é de até quatro dias a contar da vacinação, sempre dentro do período correspondente à campanha.
Se houver divergência entre o número de animais vacinados e o saldo do rebanho declarado no sistema, médico-veterinário e produtor serão notificados por mensagem eletrônica. Nesses casos, o proprietário precisa regularizar a pendência para que a declaração seja efetivada. A etapa documental, portanto, é parte do mesmo cuidado sanitário e não deve ficar separada do manejo em campo.
Bottons substituem marcação a fogo como alternativa
Outro ponto destacado pela Defesa Agropecuária é o modelo alternativo de identificação dos animais vacinados. São Paulo adotou uma alternativa à marcação a fogo, aprovada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. A medida busca melhorar o bem-estar animal, a segurança do produtor e a segurança do veterinário que aplica o imunizante.
O botton amarelo identifica animais vacinados com a vacina B19. O botton azul identifica fêmeas vacinadas com a vacina RB 51. Antes, a identificação era feita por marcação a fogo com o algarismo do ano corrente ou com a marca em V, conforme a vacina usada. Em caso de perda, dano ou problema que prejudique a identificação, a orientação é solicitar nova aplicação ao veterinário responsável ou à Defesa Agropecuária.
O que produtores devem conferir agora
Para quem ainda precisa cumprir a etapa do primeiro semestre, o ponto central é agir antes do fim do prazo. O produtor deve verificar a idade das bezerras, confirmar se o veterinário é cadastrado, alinhar a aplicação, acompanhar o atestado e garantir o registro no Gedave. Também é importante manter e-mail e dados cadastrais atualizados para receber eventuais notificações.
A Defesa Agropecuária informa ainda que o uso do botton é válido apenas dentro do Estado de São Paulo. Animais identificados por esse modelo alternativo não podem transitar para outros estados da federação com essa forma de identificação. Para propriedades que compram, vendem ou movimentam animais, essa informação deve ser considerada no planejamento do rebanho.
Como a nova campanha começa logo em seguida, em 1º de julho, produtores que não têm animais enquadrados agora também devem acompanhar a etapa do segundo semestre. O controle da brucelose depende de calendário, prevenção e registro correto, especialmente em regiões do interior onde a pecuária faz parte da rotina econômica e sanitária das propriedades.





